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o ator imaginário


Rompendo o cordão umbilical

Vôo Gol 1940 de Salvador para Guarulhos SP.
Rompendo o cordão umbilical.
Vou me afastar dos Capitães da Areia por três semanas para me dedicar aos Filhos do Carnaval 2 no Rio de Janeiro.
Tem um gosto de fim de processo essa volta a sp. Os meninos se deram conta disso nessa semana. Acho que caiu a ficha de que o contei para eles durante a oficina e os ensaios não é conversa mole de adulto querendo controlar o mais jovem. Eles tiveram sua primeira experência da realidade do cinema indo ensaiar na locação onde será o Trapiche (Uma ruína a beira mar onde os Capitães se escondiam) uma das cenas mais dificeís do roteiro. Nervosismo, travas, fome e muita informação para processar rapidamente. Foi um susto. Pior foi o dia seguinte em que voltamos a ensaiar no Forte do Barbalho com a Cecilia. Lá eu tive que gritar para eles acordarem e não se deixarem levar pela timidez ou pelo desanimo adolescente diante da dificuldade. Quem me conhece sabe que eu não costumo gritar mas eu vi que eles estavam querendo ficar dependentes de nós (Cecilia e eu) para tudo. Que queriam ficar na zona de conforto e não entrar no conflito. A novidade nem sempre chega suave. Eu havia feito meu trabalho e alertado todos pelo que viria adiante mas precisava empurrar eles pelo precipício para dentro da aventura.
Deixei Salvador num momento delicado mas estou certo que minha ausência vai abrir espaço para que eles voltem a lutar por si.
Mais uma rasteira garotos...
Dessa vez eles vão começar a realmente cuidarem de si.

Escrito por Christian Duurvoort às 18h27
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A meio caminho

Na realidade estou mais perto do fim da minha participação direta nos Capitães da Areia.
Para ser preciso nesta sexta feira vou para São Paulo e de lá vou para o Rio começar um outro trabalho.
Deixo a Marina minha assistente trabalhando aqui dando continuidade ao que foi plantado.
Hoje vamos ensaiar na locação "Trapiche". Vamos todos ficar o dia inteiro lá. Assim eles vão sentir o clima de uma díaria.
Acredito que será muito bom para eles. A adrenalina vai subir e poderão compreender mais um pouco qual é o sentido de tudo isto.
Os personagens estão quase todos lá. Fizemos um trabalho duro de olhar para dentro de si. Conhecer seus monstros e dialogar com eles.
Desde o começo dos trabalhos disse que eles eram feios e assim continuarão sendo até o fim da filmagem.
É o curso da vida.
As personagens são os veículos através das quais transmitimos idéias, conceitos e valores. As suas ações revelam mundos com suas diferentes paisagens e abismos.
O movimento é a ação. A aventura é o alimento para o espírito que se vê diante da grandeza do destino.
Técnicamente falando o ator precisa se conhecer. Ampliar suas capacidades físicas e mentais. A dramaturgia é uma bomba de efeito retardado, vai explodindo aos poucos dentro
de cada um. A concentração necessária é igual a capacidade de lidar com muita informação e estímulos. O treinamento revela alguns dos segredos da dramaturgia.
Outros se desvendam na ação. Outros só depois de tudo terminado.
Acreditem ou não tive esses papos com os meninos. Às vezes eu sei que foi difícil eles me seguirem mas estão vindos comigo.
Os exercícios físicos, principalmente os de respiração e de interação serviam para que pudessem explorar elementos da dramaturgia sem cair na repetição ou na ansiedade de produzir resultados.
Ora voltando-se para dentro ora voltando-se para as relações entre seus pares.
Treinamos nossos sentidos que são as regiões do nosso corpo que fazem a comunicação entre o cérebro, membros, orgãos...

Escrito por Christian Duurvoort às 07h29
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